02 dezembro 2013

RESENHA: Perdão, Leonard Peacock

Bom dia, pipous! Pra começar bem a semana, trago pra vocês a resenha de um livro que eu estava louca pra ler e não me arrependi!
Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.






Nota: ♥♥♥♥♥

Acabei de ler Perdão, Leonard Peacock a mais o menos duas horas e só posso dizer que estou completamente extasiada com esse livro, o que talvez signifique que não deva ser o momento de fazer essa resenha.
Antes de ler Perdão, eu já havia lido O Lado Bom da Vida do Quick, tal qual recebeu cinco estrelas e foi favoritado. Bom, não foi nem um pouco diferente com Perdão. É um livro que aborda um assunto que talvez venha a ser um pouco esterotipado: Suícidio. Mas não se engane, esse livro pode te fazer se debulhar em lágrimas, mas não é por falar sobre morte, mas sim pela profundidade e intensidade da mente do Leonard. Ele tem uma história louca, muito louca e que deixa absolutamente absorto e pensativo.
Logo no primeiro capítulo - também na sinopse - já fica claro o que Leonard quer fazer: Hoje é seu aniversário de 18 anos, ele tem uma arma da Segunda Guerra Mundial e está indo pra escola matar seu colega de classe e logo em seguida, se matar.

Todavia, antes disso, Leonard quer se despedir de quatro pessoas que são importantes para ele de maneira singular. Leonard tem problemas familiares, tem problemas na escola, tem problemas para se socializar, tem problemas com amigos, ele tem problemas. As pessoas são todas alienadas e superidiotas, uma das pessoas que ele mais admira é seu professor de holocausto, Herr Silverman. Ele é um personagem FANTÁSTICO e eu ADORARIA ter esse cara como professor. Primeiro pelo assunto que ele dá aula, sendo um dos meus temas favoritos - holocausto, nazismo, guerra - e pela pessoa que ele é. Ele é diferente e único, ele te estimula a pensar com a sua própria cabeça, o que também o faz ser muito admirado pelo Leonard.

Leonard é um personagem tão profundo, tão intenso. Ele vai a estações de trem só para ver adultos infelizes indo trabalhar, o tempo do seu almoço é gasto ouvindo um violinista e os diálogos com seu melhor amigo - que por sinal é um vizinho velho, com problemas de pulmão e que fuma dois maços de cigarro por dia - é feito através de citações de filmes antigos. Ele é interessante. Ele é superinteressante, na verdade. Porém, ele deixou de acreditar que ele poderia ser feliz quando fosse adulto.

É interessante conforme ele vai encontrando as pessoas ele pensa que se alguém lembrasse do seu aniversário, ele desistiria, ou se alguém notasse o que ele está prestes a fazer. Porque ele dicas o tempo todo, mas apesar de notarem suas atitudes estranhas, apenas seu professor percebe que talvez, ele esteja prestes a cometer um suícidio.

Mas Leonard queria saber porquê raios ele não levanta a manga da camisa durante suas aulas.

E ele usa isso.

A cada frase que eu lia do livro retrata um sentimento diferente. Não se preocupe, esse livro não te deixará triste. É um livro sobre morte que faz você se sentir vivo. Não nem um pouco destrutivo, é um livro que todos deveriam ler, porque ele faz você se sentir bem, querer viver bem.

Um detalhe curioso sobre os livros do Quick é que em O Lado Bom da Vida ele faz muitas referências à livros, já Perdão faz à obras de artes e filmes.

Falando um pouco sobre a estética do texto, é claro que ele quis fazer frases curtas e mais objetivas, o que talvez seja visto como um defeito, mas eu achei bem elaborado. É sempre interessante você vê um livro com uma deixa pra você tirar suas próprias conclusões, mas Perdão apela pra objetividade, o que não desmerece nem um pouco a história. Em certos momentos, principalmente perto do final, vemos textos em forma abstrata o que eu achei bem legal. A narrativa do Quick foi bem simples, ele trabalhou mas no enredo do que que na construção estética do texto. Como o livro é em primeira pessoa, fica mais fácil você se colocar no lugar de Leonard e ter as mesmas reações dele.

Agora sobre a parte gráfica do livro, a Intríseca fez um trabalho ótimo. A capa é linda e chamativa, tendo o que parece manchas de giz no nome do livro. As folhas são amareladas. Vemos que o livro é fino, porém comprido. É legal a lombada dele, pois apesar do livro ser na cor vermelha, ela é preta.

E por favor, alguém me diga que meu exemplar está com páginas faltando.
Meu homicídio-suicídio se tornará Desjejum Para um Assassinato Adolescente uma obra de arte de preço inestimável porque as pessoas querem que os artistas sejam comletamente diferentes delas. Se você é tedioso, legal e normal - como eu costumava ser -, certamente não vai se sair bem nas aulas de arte do colégio e será um artista medíocre na vida. Inútil para as massas. Esquecido. Todo mundo sabe disso. Todo mundo. Daí que a chave é fazer algo que marque você para sempre na memória das pessoas comuns. Algo que importe

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