28 outubro 2013

Na Praia

Posso sentir areia leve e solta entre meus dedos, a brisa marítima refrescante batendo em meu rosto.
Ouço as gaivotas batendo as asas no céu sem fim, o som suave do rufar de suas penas contra o vento... É indescritível.
A água está macia e agradável, convidando a um mergulho, e eu aqui, impotente diante a essa estupenda cena. O sol ainda não raiou, mas eu já vejo seus raios refletidos no imenso mar.
Não posso me mexer, não quero me mexer, não quero que termine, não pode terminar.
Não preciso de mais nada, essa cena alimenta minha alma, alimenta o meu ser. Espere!!! O que é isso? A calma se foi, a paz já não existe.
Os turistas mal chegaram e já tem lixo jogado em todo lugar. As pessoas já começaram a brigar; brigam por tudo; brigam por nada.
A areia se torna áspera. O grasnar das gaivotas antes maravilhosamente belo, agora é terrivelmente irritante. O mar se enfureceu; as ondas se chocam com extrema violência entre os recifes.
Eu posso sentir que até na floresta da montanha mais longínqua no horizonte, os pássaros já não cantam.
Já não vale mais à pena, é melhor eu me mexer, é melhor eu sair daqui, já não vale mais à pena.



William Barbosa dos Santos

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