05 setembro 2013

RESENHA: O Anjo de Hitler

Boa tarde!

O Anjo de Hitler 
Volume 1
William Osborne 
Companhia das Letras - Seguinte
Nota: ♥♥♥♥
Orelha de Livro
Leni tem catorze anos, é austríaca, judia e muito corajosa. Refugiada na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial, certo dia é convocada pelo almirante MacPherson para a missão mais perigosa de sua vida... Otto é alto, bem magro, tem olhos castanhos e vive na Inglaterra - sua família foi aprisionada pelos nazistas. Ele adora se meter em confusão e é por isso que, quando o almirante sugere que ele ajude o governo inglês numa missão ultrassecreta, ele aceita na hora. Otto e Leni são enviados à Alemanha para resgatar uma garotinha chamada Angelika. Pouco se sabe sobre essa pequena órfã misteriosa em quem a Inglaterra tanto aposta como a arma secreta que colocará o ponto final naquela guerra sangrenta. Leni, Otto e Angelika enfrentam grandes desafios, descobrem segredos importantíssimos e acabam mudando os rumos deste episódio tão marcante para a história.
Bom, o Anjo de Hitler me cativou logo pelo título e pela capa. Os detalhes minimalistas, mas que revelam um pouco sobre a história, junto com a sinopse. Como nota-se, esse livro se retrata na época da Segunda Guerra Mundial, quando a Inglaterra está prestes a invadir a Alemanha. A Inglaterra apela pra um casal de adolescentes de lugares distintos, mas que já estiveram no ambiente alemão e o mandam de volta para resgar uma garota que pode ser um atalho para o fim da guerra. Essa garota é Angelika. Uma pequena garota, de apenas nove anos, mas que poderia ser a salvação de todas as pessoas naquela época.
Claro, o livro é uma ficção, apesar de conter fatos reais. No fim do livro você encontra duas páginas onde o autor faz essa diferença, mostrando-nos o que é ficção e o que é real.
No decorrer do livro vemos bastante ação, principalmente quando Leni e Otto consegue resgatar Angelika e levá-la para o ponto de encontro, onde eles tem o exército alemão atrás dessa menina e como líder, o segundo homem mais temido de toda a Alemanha.
Os personagens não são muito complexos, do tipo que faz você se envolver com o personagem, chorar e todas essas coisas, mas eles tem seus pontos fortes. São corajosos e inteligentes, são bons personagens, sem nada demais.
Com o decorrer do livro vemos também como alguns alemães sofreram com a chegada do salvador Hitler, como eles também são atingidos por toda essa guerra. Aliás, no livro temos personagens de várias nacionalidades. Como Otto, que é Alemão e Leni que é Judia.
Esses nomes são fictícios, quando foram pra Alemanha precisaram de disfarces e parece que a cada esquina eles encontravam encrenca e as vezes escapavam de uma maneira superficial. Toda vez que eles se metiam encrenca, tinham o instrumento necessário pra se livrar dela.
A escrita de William é leve, apesar do tema parecer pesado pra carregar o selo jovem da editora, muito pelo contrário. Ele não gira em torno da guerra e do sofrimento dela em si, mas da ação dos dois jovens, do resgate de Angelika e o percurso de volta. Temos até um quê machista na história. Tá, eu sei que eram tempos antigos, mas confesso que isso me incomodou um pouco.
Admito que o final me decepcionou, diria irritou?, um pouco. Esperava algo diferente e não posso falar mais a respeito disso porque seria spoiler.
Uma coisa bem interessante no livro é que os nomes verdadeiros dos dois só são revelados no final e isso me chamou atenção. Angelika super shipava o casal e eu até achei que rolaria alguma coisa, mas acho que fica pro próximo volume.
Eu por sinal achei que seria um livro de volume único, mas só no final pude notar que não. Deixou uma abertura pra continuação, mas nada que eu ficasse me corroendo a espera.
Em todos os aspectos, é um livro e eu com certeza recomendo, principalmente quando se trata de amantes da história das grandes guerras, como eu. É uma boa distração.
Otto não tinha certeza do que o havia alarmado mais: o confronto com o rapaz, ou o fato de que Leni se revelou tão forte quanto destemida. Agora, só conseguia pensar numa coisa: ela os salvaria — ou os colocaria de vez em perigo. 

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