01 agosto 2013

RESENHA: Liberta-me #2

Boa noite! Fiquem com mais uma resenha.
Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.
Liberta-me
Tahereh Mafi
Novo Conceito
Nota: ♥♥♥♥♥
2/3
A sequência da trilogia é aguçante, cheia de romance, recheada de mágoa e drama e ainda com um toque humorísticos. Vemos destaques de personagens que mal vimos no primeiro livro, como o Kenji e Warner e nos apaixonamos ainda mais por esses personagens.
Confesso que pelo primeiro livro de Estilhaça-me, ele não entraria para os favoritos, entretanto, Liberta-me chegou pra arrasar tudo. Para confirmar algumas dúvidas e criar outras.
Nesse livro nós descobrimos o poder do Adam e o romance deles é abalado - como todo segundo volume, triste -, mas para compensar, vemos um drama que envolve ele e Warner, vemos o sentimentos de Warner por Jullliete de uma maneira que nunca imaginamos e o vemos como humano, não como um monstro, uma máquina de matar, ou um ser impiedoso, vemos na verdade, um jovem capaz de se apaixonar, apesar da sua infância, da sua família e dos seus problemas.
Em Liberta-me vemos também que Juliette tem que sair da sua bolha pessoal e encarar a vida real: Está acontecendo uma guerra e ela tem que lutar na mesma, independente de qual estado esteja. Vemos Julliete evoluir de uma garota temerosa e insegura, para uma garota corajosa que luta e defende não só os que ama, como a si mesma. Vemos uma garota com mais personalidade e pelo desfecho do livro, sabemos que muito mais disso virá no terceiro e último volume: Juliette finalmente assumirá seu poder.
Vemos também um pouco mais sobre os dons não só de Juliette e Adam, como de outros integrantes do Ponto Ômega. Conhecemos mais sobre o passado amargurado de Juliette, onde podemos ter acesso à pedaços do diário citado no primeiro volume e amargura de Juliette é mais ressaltada e Warner encontra o ponto chave pra se aproximar.
"É tão difícil ser gentil com o mundo quando tudo o que você já sentiu é ódio. Porque é tão difícil ver a bondade no mundo quando tudo o que você já conheceu é medo."
Conhecemos também o tão temido Anderson, o pai de Warner e vemos um vilão, bem vilão!
Liberta-me é envolvente, ele vai te tirar o sono. Tem personagens cativantes e envolvente. Um ponto negativo é que a autora peca na hora de dar detalhes físicos aos personagens, mas compensa nas emoções. Ela descreve de uma maneira tão detalhada, tão envolvente, tão carregada de sentimentalismo que não tem como você não se encaixar na mesma situação.
Essa trilogia foi feita para transbordar emoções e ela vem cumprindo bem o seu papel.
Quanto aos detalhes estéticos, confesso que não me agradou. Prefiro mil vezes a caba de Estilhaça-me, a Novo Conceito deixou a desejar nessa parte, mas com certeza o conteúdo compensa.
“– Eu quero ser seu amigo. Eu quero ser o amigo pelo qual você se apaixona perdidamente. Aquele que você toma em seus braços e em sua cama e no mundo particular que você mantém preso na sua cabeça. Eu quero ser esse tipo de amigo, – ele diz. – Aquele que vai memorizar as coisas que você fala bem como a forma dos seus lábios quando você as fala. Eu quero conhecer cada curva, cada sarda, cada tremor do seu corpo, Juliette- (…) Eu quero saber onde tocá-la, eu quero saber como tocá-la. Eu quero saber como convencê-la a esboçar um sorriso só para mim. Sim, – ele diz. – Eu quero ser seu amigo. Eu quero ser seu melhor amigo no mundo inteiro.” 
“– E eu não vou mudar. Eu não posso apagar os miseráveis dezenove anos da minha vida. Eu não posso mudar as memórias do que eu fiz. Eu não posso acordar uma manhã e decidir viver de esperanças e sonhos emprestados. Promessas de outras pessoas para um futuro melhor. (…) – O dano, – ele diz, ­– já está feito. É tarde demais para mim. Eu já aceitei o meu destino. (…) Eu sei exatamente como meu futuro se parece e eu estou bem com isso. Eu estou feliz em viver em solidão. Eu não tenho medo de viver o resto da minha vida na companhia da minha própria pessoa.” – Liberta-me

Um comentário:

  1. Eu estou apaixonada pelo Warner!!
    Se a Juliette não pagar, eu quero, rs'

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