25 agosto 2013

Eu

É angustiante não saber nada,
nada de mim mesmo,
desesperado a me procurar olhei ao espelho
- Quem é você? – perguntei ao estranho
Não obtive resposta, Olhei uma velha foto minha
- Quem é você? – perguntei ao estranho
Não obtive resposta, Olhei uma poça de água
- Quem é você? – perguntei ao estranho
Não obtive resposta.
Cansado de me ver e não me ver fechei os olhos,

Eis que me aparece aquele ser fascinante
ele era a Lógica indiferente, a Inteligência fria, a Mente controladora,
ele tinha tudo preso em uma coleira,
às vezes dava corda à um, mas nunca soltava as correntes.

O amor tentava fugir, o ódio tentava quebrar a corrente,
O medo se encolhia, a coragem olhava desafiadoramente,
A fé se ajoelhava, a esperança esperava,
A tristeza chorava e a felicidade a admirava

- Quem é você? – perguntei ao capataz
- Eu sou você.


William Barbosa dos Santos

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