18 agosto 2013

Círculo de Fogo

Do diretor Guilherme Del Toro, responsável por Hellboy e o excelente "Labirinto do Fauno". Oras, robôs gigantes contra monstros gigantes, como poderia dar errado?

Robô Gigante vs Monstro Gigante


Del Toro já se mostrou mais que competente em criar criaturas fantásticas nas telonas, e dessa vez não foi diferente. Já vimos monstros gigantes antes, é verdade, mas com a tecnologia de hoje em dia, com o orçamento de US$200 milhões, e por Del Toro, essa foi a primeira vez.


O filme bebe na fonte dos Tokusatsus e animes de Mecha japoneses. Podemos exemplificar citando Jaspion, Ultra Seven, Evangelion, Gundam... Enfim, o repertório oriental está cheio de excelentes obras nessa temática, e Del Toro se confessou fã desse arsenal japonês. E mesmo que não tivesse dito verbalmente, basta assistir o filme para perceber que o diretor não caiu sem querer nesse quintal.

O filme possui uma excelente fotografia, e as lutas são igualmente impressionantes. Transformers havia me incomodado porque fui incapaz de entender aquelas lutas confusas. Porém aqui temos algo grandioso, mas ainda sim simples. Foi utilizado de soluções engenhosas, como sangue fluorescente nos alienígenas  (tal qual algumas partes, como a boca). Enfim, bela fotografia, belas lutas.

O problema reside no enredo. Ele funciona como uma desculpa para botar robôs gigantes contra monstros gigantes. Não consegui me importar muito com o personagem. 
Outro ponto: para controlar o robô é necessário dois pilotos, pois apenas um não suporta a carga neural necessária. Sendo assim, se sincroniza dois pilotos, um para controlar o "hemisfério" esquerdo, outro o direito. Porém, como é possível prever, é necessário uma empatia muito forte dos pilotos para que haja sincronização. Essa ideia no geral é muito boa, o que me incomodou foi a banalização dessa sincronia, pois em alguns casos os pilotos não me mostraram essa empatia toda para que houvesse a sincronia. Também achei que houve uma banalização de algumas mortes, mas isso deixo passar.

Contudo o enredo é fechado e funciona no seu objetivo de botar robôs gigantes contra monstros gigantes (e fala sério, isso já é legal o suficiente). E mesmo  com os problemas que citei, é divertidíssimo, empolga bastante, e com certeza vale o ingresso no cinema (veja em 3D).

Sintetizando:

Pontos Fracos:
- Personagens fracos
- Enredo meio whatever

Pontos Fortes:
- Fotografia excelente
- Boa trilha sonora
- Lutas muito (muito) empolgantes
- Guilherme Del Toro
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário nos deixará extremamente feliz, mas lembre-se: Tenha cuidado, as palavras tem poder.

- Não faça ofensas
- Não seja intolerante
- Não desrespeite a opinião alheia
- Se for divulgar, ao menos comente sobre o blog!

Não se esqueça de no final deixar o link do seu blog pra podermos retribuir, será um prazer.

Obrigada ♥
xoxo