18 julho 2013

RESENHA: A Culpa é das Estrelas

Bom dia, nuvens com formatos de aviõezinhos!
Cá estou com mais uma resenha, bora conferir?

A Culpa é das Estrelas 
John Green 
Editora: Intríseca 
Páginas: 288
Nota: ♥♥♥♥♥ ~infinito~
A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.


Resenha: Coube a mim o trabalho de resenhar o livro que inspirou o atual tema do blog e sinceramente, eu não faço idéia de como faze-lo. Eu e a Juliana dividimos aquela coisa de não conseguir resenhar um livro que gostamos muito, porque nada parece o suficiente. Mas é preciso tentar, afinal, como disse a Arielle, os leitores querem saber nossa opinião.
Então lá vai:
Comovente, envolvente, hilariante. E triste.
“Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais.” Crítica de Markus Zusak.
Está crítica é totalmente coerente.
E eu definitivamente leria até a lista de supermercado do John Green.
Hazel é uma garota que tem câncer nos pulmões e precisa da ajuda de um cilindro de oxigênio para respirar. O seu destino já foi traçado, Hazel irá morrer. Ela não vai mais a escola, não conversa com quase ninguém e fica presa em seu quarto junto com seus livros – qualquer semelhança é mera coincidência.
Sua mãe decide que ela precisa ir a algumas reuniões de apoio a crianças do câncer e em uma dessas reuniões, ela conhece Augusts.
Augusts é um garoto que sofria de câncer, mas como teve sua perna amputada, o câncer foi removido, então ele só estava ali pra dar apoio ao seu amigo que em breve ficaria cego, pois também tinha câncer – sim, pessoal, todo mundo tem câncer no livro – e passaria por uma cirurgia. Augusts passa a idéia de um típico galanteador, a chama pra ir a sua casa, sorriso de canto da boca, carro e por ai vai, mas com o decorrer na história percebemos nele um personagem muito complexo, cheio de entusiasmo, com manias estranhas que só o caracteriza. E que olha o mundo "metaforicamente".
“Eu estou numa montanha russa que só sobe.”
Mas ele não é o único, apesar da melancolia de Hazel, ela se mostra uma personagem determinada, com senso de humor crítico invencível – principalmente quando faz dupla com o Gus – e muito inteligente. Ela é uma grande fã e admiradora de um livro chamado Uma Aflição Imperial e um dos seus sonhos é conhecer o escritor, e óbvio que Gus ajuda a realizá-lo.
Surpreendente é uma palavra que não definiria esse livro, apesar de que o grand finale muda uma certeza que você acreditou desde o começo. Mas os diálogos rebuscados, com uma pitada de sarcasmo e humor é um fato notório, envolvente e totalmente importante para um bom livro. Mais do que uma boa história, você precisa saber desenvolve-la e eu posso te afirmar, que John Green soube fazer isso de uma forma única.
Não temos muito destaque nos pais de Hazel nem na família de Augusts, uma crítica ao livro é o modo como o pai de Hazel foi inserido. Ignorado em boa parte do livro, ele foi introduzido de uma maneira brusca, diria forçada. Embora seja notório que o principal – e único foco – seja o casal e o amigo deles.
Com certeza A Culpa é das Estrelas mais do que uma história comovente, é uma lição de vida. Os personagens dentro dessas páginas são mais vívidos do que muitas pessoas saudáveis, o modo como eles vêem o mundo, os da uma conotação tão singular e tão única, que te deixa surpreso e te faz pensar “que merda eu to fazendo da minha vida?”.
Você vai rir e vai chorar.
E com certeza vai querer mais.
“Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lembrar que alguém já existiu ou que nossa espécie fez qualquer coisa nesse mundo. […] Tudo o que fizemos, construímos, escrevemos pensamos e descobrimos vai ser esquecido e tudo isso aqui vai ter sido inútil. Pode ser que esse dia chegue logo e pode ser que demore milhões de anos, mas, mesmo que o mundo sobreviva a uma explosão do Sol, não vamos viver para sempre.”

Um comentário:

  1. Eu vou chorar.. Cara n consigo ler nada sobre esse livro sem me emocionar é impossível. Ainda bem que você fez a resenha porque eu nunca, e nenhuma dimensão conseguiria. Ah cara eu vou parar por aqui, beijos e ... TA FODA :)

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