10 março 2013

Contos: A Bela Adormecida


E mais esse domingo eu venho mostrar pra vocês um conto que vão acabar com todas as suas ilusões de criança: A Bela Adormecida
A versão mais conhecida é a dos Irmãos Grimm, publicada em 1812, na obra Contos de Grimm, sob o título A Bela Adormecida (título original Dornröschen). Esta é considerada que tem como base tanto na versão Sol, Lua e Talia de Giambattista Basile, extraído de Pentamerone, a primeira versão a ser publicada na data de 1634[3], como na versão do escritor francês Charles Perrault publicada em 1697, no livro Contos da Mãe Ganso sob o título de A Bela Adormecida no Bosque[4], que por sua vez também se inspirou no conto de Basile.
Fonte: Tio Wiki 
Ou seja, a maioria dos contos vieram do Charles e passaram pelos Irmãos Grimm, mas não é essa a parte que de fato importa e sim a história.
Mais uma vez eu não consegui encontrar o verdadeiro conto, só o dos Irmãos Grimm, o que é muito chato. boladíssima.
Temos também as lindas adaptações da Disney dotada de magia e superficialidade, mas que de fato são encantadoras.

Segue abaixo, um artigo que eu encontrei falando sobre A Bela Adormecida.
Sábios advertiram o grande rei que sua filha Talia estava em grave perigo - havia veneno no tear do palácio. O rei proibiu que usassem o tear, mas como esperado, Talia se espetou em uma farpa ao girar a roda de linho. Em grande desespero, o rei colocou sua filha adormecida (em algumas versões morta) em uma veste de veludo e deixou-a na floresta.
Algum tempo depois, um nobre rico estava caçando na floresta quando deparou-se com o corpo abandonado da Bela Adormecida. O nobre então estuprou o corpo adormecido, o que resultou em uma gravidez. Nove meses depois, Talia deu à luz a duas crianças e as fadas da floresta tomaram conta deles enquanto Talia continuava seu sono. Um dia ao tentar se alimentar, um dos filhos acidentalmente confundiu o mamilo com o polegar de Talia e sugou para fora a lasca envenenada. Talia acordou de seu sono profundo.
Meses depois, o nobre decidiu voltar para a floresta para ter mais relações sexuais com o corpo de Talia, quando para sua surpresa, encontrou-a acordada. O nobre confessou que a estuprou e eles novamente fizeram sexo no celeiro. O nobre, em seguida, retornou para casa para sua esposa.
A esposa do nobre descobriu sobre o encontro sexual e ordenou que suas crianças fossem seqüestradas e cozidas vivas. O cozinheiro preparou o prato diabólico e serviu-o para o nobre rico em seu jantar. Quando o nobre terminou sua refeição, a mulher anunciou "você está comendo o que é o seu próprio!". O nobre então ficou louco e cometeu suicídio. Talia viveu miseravelmente o resto de sua vida

Pelo que parece na versão original é o rei que estupra sua filha, e a história termina com ela acordando e descobrindo o que aconteceu. Raramente essas histórias tinham finais felizes
As crianças dessa época devem ter tido uma infância traumatizante
Fonte [www]

Para baixar o verdadeiro conto dos Irmãos Grimm, vocês podem ir neste link. [www]
Ou clique em "Leia Mais" e veja o conto aqui no blog :)


A Bela Adormecida
Tradução de Karin Volobuef

Há muito tempo, viviam um rei e uma rainha que todos os dias diziam: "Ah, se nós tivéssemos uma criança!", e nunca conseguiam uma. Aí aconteceu que, uma vez em que a rainha estava se banhando, um sapo rastejou para fora da água e lhe disse "Seu desejo será realizado; antes que se passe um ano, você dará à luz uma menina". Aquilo que o sapo dissera aconteceu, e a rainha teve uma menina que era tão formosa que o rei mal se continha de felicidade, e preparou uma grande festa. Ele não apenas convidou seus parentes, amigos e conhecidos, como também as fadas, a fim de obter suas boas graças para a criança. Havia treze delas em seu reino, mas como ele só possuía doze pratos de ouro, nos quais elas poderiam comer, uma delas teria de ficar em casa. A festa foi celebrada com toda a pompa e, quando chegou ao fim, as fadas presentearam a criança com dotes mágicos: uma com a virtude, outra com a formosura, a terceira com riqueza, e assim com tudo o que há de desejável no mundo. Quando onze já tinham falado, entrou de repente a décima terceira. Ela queria se vingar por não ter sido convidada e, sem cumprimentar ou mesmo olhar para quem quer que seja, exclamou aos brados: "A princesa deverá espetar-se em um fuso quando tiver quinze anos, e cair morta." E sem dizer mais nada, virou as costas e deixou o salão. Todos estavam assustados, e então adiantou-se a décima segunda, que ainda não tinha feito seu desejo, e como não podia anular a maldição, mas apenas abrandá-la, ela disse: "A princesa não morrerá, apenas cairá em um sono profundo que durará cem anos."
O rei, que queria salvar sua querida criança do infortúnio, ordenou que todos os fusos do reino inteiro fossem queimados. Na menina, entretanto, realizaram-se plenamente todos os dons das fadas, pois ela era tão bela, educada, gentil e sensata que todos que a viam não podiam deixar de gostar dela. Sucedeu que, justamente no dia em que ela completava quinze anos, o rei e a rainha não estavam em casa, e a menina estava sozinha no castelo. Ela andou então por todos os cantos, examinou à vontade aposentos e câmaras, e finalmente chegou até uma velha torre. Subiu a estreita escada em espiral e deparou-se com uma pequena porta. Na fechadura havia uma chave enferrujada e, quando ela a girou, a porta se abriu de um só golpe e lá, em um quartinho, estava sentada uma velha com um fuso, fiando diligentemente seu linho. "Bom dia, velha mãezinha", disse a princesa, "o que você está fazendo aí?" "Eu estou fiando," disse a velha, e balançou a cabeça. "O que é isto, que pula tão alegremente?" perguntou a menina, e pegou o fuso querendo também fiar. Mal ela tinha tocado o fuso, a maldição se realizou, e ela espetou-se no dedo.
Mas, no mesmo instante em que foi picada, ela caiu na cama que ali estava, e foi tomada de um profundo sono. E este sono estendeu-se por todo o castelo: o rei e a rainha, que tinham acabado de chegar e entrado no salão, começaram a dormir, e com eles toda a Corte. Dormiram então também os cavalos no estábulo, os cachorros no pátio, as pombas no telhado, as moscas na parede, e até o fogo, que chamejava no fogão, ficou imóvel e adormeceu, e o assado parou de crepitar, e o cozinheiro, que queria puxar seu ajudante pelos cabelos porque ele havia feito uma coisa errada, soltou o menino e dormiu. E o vento assentou-se, e nas árvores defronte ao castelo nem uma folhinha se movia.
ao redor do castelo começou porém a crescer uma cerca de espinhos, que a cada ano ficava mais alta e que, por fim, estendeu-se em volta de todo o castelo e cobriu-o de tal forma que nada mais se podia ver dele, nem mesmo a bandeira sobre o telhado. Começou então a correr no país a lenda da bela adormecida, pois assim era chamada a princesa, de modo que de tempos em tempos chegavam príncipes que tentavam penetrar no castelo através da cerca viva. Mas nenhum deles conseguiu, pois os espinhos estavam tão entrelaçados como se tivessem mãos, e os jovens ficavam presos neles e não conseguiam se soltar, sofrendo uma morte lastimável. Depois de muitos anos, chegou mais uma vez um príncipe ao reino e ouviu quando um velho contava da cerca de espinhos, e que havia um castelo atrás dela, no qual uma linda princesa, chamada Bela Adormecida, já dormia há cem anos, e com ela dormia o rei e a rainha e toda a corte. Ele também sabia pelo seu avô que muitos príncipes já haviam vindo e tentado penetrar pela cerca viva de espinhos, mas haviam ficado presos nela e morrido tristemente. O jovem então disse: "Eu não tenho medo, eu quero ir lá e ver a Bela Adormecida." O bom velho tentou dissuadi-lo de todos os modos, mas ele não deu ouvidos às suas palavras.
Mas agora os cem anos tinham justamente acabado de transcorrer, e havia chegado o dia em que Bela Adormecida deveria acordar. Quando o príncipe se aproximou da cerca de espinhos, estes não eram agora mais do que flores grandes e bonitas que por si sós se abriram e o deixaram passar ileso, e se fecharam atrás dele, formando novamente uma cerca. No pátio do castelo ele viu os cavalos e os cães de caça malhados deitados e dormindo, no telhado estavam pousadas as pombas, e tinham a cabecinha metida debaixo da asa. E quando ele entrou na casa, as moscas dormiam na parede, o cozinheiro na cozinha ainda levantava a mão como se quisesse agarrar o menino, e a criada estava sentada diante da galinha preta que deveria ser depenada. Ele então continuou andando, e avistou no salão toda a corte deitada e dormindo, e lá em cima, perto do trono, estavam deitados o rei e a rainha. Aí ele continuou andando ainda mais, e tudo estava tão quieto que se podia ouvir sua respiração, e chegou finalmente à torre e abriu a porta do quartinho, no qual Bela Adormecida dormia. Lá estava ela deitada, e era tão bela que ele não conseguia desviar os olhos, e ele se inclinou e beijou-a. Quando ele a tinha tocado com os lábios, Bela Adormecida abriu os olhos, acordou e olhou para ele amavelmente. Então os dois desceram, e o rei acordou, e a rainha e toda a corte, e se olharam espantados. E os cavalos no pátio se levantaram e se sacudiram; os cães de caça pularam e abanaram suas caudas; as pombas no telhado tiraram a cabecinha de sob a asa, olharam ao redor e voaram para o campo; as moscas nas paredes recomeçaram a rastejar; o fogo na cozinha levantou-se, chamejou e cozinhou a comida; o assado voltou a crepitar; e o cozinheiro deu um tamanho tabefe no menino que este gritou; e a criada terminou de depenar a galinha. E aí foram festejadas com todas as pompas as bodas do príncipe com a Bela Adormecida, e eles viveram felizes até o fim.
Como os contos não estão rendendo comentários nem visualizações, ele acabará no quinto. Então terá mais um semana que vem e outro na semana seguinte.
É isso pessoal, até mais.
xoxo ♥

2 comentários:

  1. Eu gosto dessas versões "originais" das histórias infantis. É uma pena que exista tão pouco preservado.
    Pra você ver eu conheço outra versão da A Bela Adormecida.
    Beijos

    http://avidadeumabookaholic.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. É uma pena mesmo, porque não consegui achar os contos originais :( As versão do mal e tal *u*

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