24 fevereiro 2013

Conto: Chapeuzinho Vermelho

Boa noite, meus lindos! Ótima semana à todos vocês *-*

Bom, hoje eu vou começarei com o primeiro de uma frequência de contos que irei postar semanalmente, são os populares contos de fadas, porém suas histórias originais. Irei postando conforme as informações que encontrar, pedidos e visualizações :)


Pesquisando, pesquisando e pesquisando, eu achei sobre alguns dos verdadeiros contos que deram origem a história da Chapeuzinho Vermelho. O que conhecemos atualmente, onde vem o caçador e salva Chapeuzinho e sua avó, tirando-as de dentro da barriga do caçador, foi uma adaptação que passou por diversas modificações com o decorrer do tempo. Este conto que conhecemos, ensina sobre a importância de sempre ouvir os conselhos de nossas mães, não pedir ajuda ou confiar em estranho, além da obediência. No entanto, a outras versões bem mais sanguinárias, onde podemos ver que antigamente o conto era feito para assustar as crianças, sobre o certo e o errado. O que chega a nos fazer pensar que antigamente as crianças eram ensinada pelo medo e não de fato, pelo que é certo ou não, justo ou não. 
Abaixo vocês podem ver algumas das versões e adaptações do conto. 

Consultando ao tio Wikipedia, podemos reconhecer outras versões que nos da diferentes moral da história para instruir e ensinar as crianças:

Despertar Sexual: Chapeuzinho Vermelho tem sido visto como uma parábola da maturidade sexual. Nesta interpretação, o manto vermelho simboliza o sangue do ciclo menstrual, enfrentando a "floresta escura" da feminilidade. Ou a capa poderia simbolizar o hímen (versões anteriores do conto geralmente não afirmam que o manto é vermelho). Neste caso, o lobo ameaça a virgindade da menina. O lobo antropomórfico simboliza um homem, que poderia ser um amante sedutor, ou predador sexual. Isso difere da explicação ritual em que a entrada na idade adulta é biológica, não socialmente determinada. Essa conotação sexual é muito forte, porem velada, nos antigos contos medievais.
Ataques de Lobos: O Etólogo Geist Valerius da Universidade de Calgary, Alberta, Canadá escreveu que a fábula foi baseada em risco real de ataques de lobo na época. Ele argumenta que os lobos eram de fato perigosos predadores, e fábulas serviam como uma advertência válida para não entrar em florestas onde era conhecido para que os lobos viviam, e estar a olhar para tal. Essa interpretação tem o respaldo dos muitos ataques de lobos frequentes em regiões campestres da França, aonde a historia era frequentemente contada.
Os ciclos Naturais: Em termos de mitos solares e outros ciclos de ocorrência natural, o capuz vermelho pode representar o sol brilhante que é, em última análise engolido pela noite terrível (o lobo), e as variações em que ela é cortada da barriga do lobo representam o amanhecer. Nesta interpretação, há uma conexão entre o personagem Lobo Mau e Skoll, lobo do mito nórdico que vai engolir o Sol personificado em Ragnarök, ou Fenrir. Nesse mito nordico o Deus Thor se veste de mulher e é levado por Loki no lugar da deusa Fenrir, para enganar o o grande lobo Skoll.
Ritual: O conto tem sido interpretado como um ritual de puberdade, decorrentes de uma origem pré-histórico (às vezes uma origem decorrente de uma era matriarcal anterior). A menina, sai de casa, entra em uma liminar e passando pelo atos do conto, é transformada em uma mulher adulta pelo ato de sair da barriga do lobo. Ou ainda como um renascimento, mas assim adquirindo uma visão mais crista. A menina que insensatamente ouviu o lobo renasceu como uma nova pessoa ao ser salva da barriga dele. Havendo ai um paralelo com o a narrativa biblíaca em que Jonas consegue ressurgir com vida de dentro da barriga de um Grande Peixe.
Os dois Caminhos: No começo da história a protagonista pode escolher entre um caminho longo e seguro e um caminho rápido e perigoso. Fica então evidente um arquétipo cristão de moralidade, aonde a menina escolhe um caminho que vai lhe levar de encontro a fera do lobo, ao invés de perseverar na segurança do caminho longo. Essa seria uma moral essencial das fábulas em geral, aonde o protagonista é levado a fazer uma escolha entre a virtude e desafio, ou o vício e o aparente atalho que este parece oferecer.
Também podemos ver outra adaptação, no livro e depois, através do filme, A Garota da Capa Vermelha.

Idade Média. Valerie (Amanda Seyfried) é uma jovem que vive em um vilarejo aterrorizado por um lobisomem. Ela é apaixonada por Peter (Shiloh Fernandes), mas seus pais querem que se case com Henry (Max Irons), filho de uma família rica do local. Diante da situação, Valerie e Peter planejam fugir, mas veem seus planos irem por água abaixo quando a irmã mais velha de Valerie é assassinada pelo lobisomem que ronda a região. Adaptação moderna da clássica história da chapeuzinho vermelho.







Eu tentei procurar várias versões das histórias da chapeuzinho, mas não tive muito sucesso. No entanto, eu achei um link onde vocês podem encontrar várias versões, inclusive de outros países. Porém, está em inglês [link aqui]. Todavia, segue o conto original que eu achei, onde faz jus a primeira versão citada no tio Wikipedia.



Era uma vez...

Uma garotinha que tinha que levar pão e leite para sua avó. Enquanto caminhava alegremente pela floresta, um lobo apareceu e perguntou-lhe onde ia.

À casa da vovó - respondeu ela prontamente.

O Lobo muito esperto, chegou primeiro à casa, matou a vovó, colocou seu sangue numa garrafa, fatiou sua carne num prato, comeu e bebeu satisfatoriamente, guardou as sobras na despensa, colocou sua camisola e esperou na cama.
Toc. Toc. Toc. Soou a porta.

Entre, minha querida - disse o lobo.
Eu trouxe o pão e o leite para a senhora, vovó - respondeu Chapeuzinho Vermelho.
Entre minha querida. E coma algo, tem carne e vinho na despensa - disse o lobo.

A Menina comeu o que lhe foi oferecido, e enquanto comia o gato de sua vó a observava aos murmúrios:

"Meretriz! Então, comes a carne e bebes o sangue de tua avó com gosto. Ata teu destino ao dela."

Então o Lobo disse:

Dispa-se e venha para cama comigo
O que faço com meu vestido? - questionou Chapeuzinho.
Jogue na lareira. Não precisará mais disso - respondeu o lobo.

E para cada peça de roupa que a garota retirava, copete, anágua, meias, a garota refazia a mesma pergunta, e o lobo respondia:

"Jogue na lareira. Não precisará mais disso"

Então a garota deitou-se ao lado do lobo, e ao sentir o toque do pelo roçar em seu corpo disse:

Como a senhora é peluda vovó – exclamou Chapeuzinho
É para te esquentar, minha neta - respondeu o lobo.
Que unhas grandes a senhora tem!
São para me coçar, minha querida
Que dentes grandes a senhora tem!
São para te comer

E então a devorou.

Fim.

Essa versão do conto, era uma lição para as garotas protegerem sua virtude, já que o manto vermelho representava o ciclo menstrual e fugir dos homens que ameaçavam sua virgindade. 
É bem mais assustadora do que a versão original, mas eu achei legal, outro modo de interpretar. Ou o modo certo de interpretar.
O ruim, é que através disso podemos ver como as pessoas da época achavam que podiam ensinar as crianças através do medo.

Bom, por hoje é só pessoal, vocês podem comentar qual o próximo conto que vocês querem ver aqui, ok? Obrigada!
xoxo

8 comentários:

  1. Curti bastante a postagem. Recentemente havia feito um post no meu blog sobre os Irmãos Grimm, autores da história da Chapelzinho e algumas pessoas comentaram que realmente com o tempo as adaptações haviam "aliviado" a verdadeira história. O conto original demonstra isso :O

    @carlosmagno_ecb
    http://cantinadolivro.blogspot.com.br

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    1. De fato, o tempo realmente aliviou as histórias, para torná-las infantis, de fato.
      Obrigada pela visita. ^^

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  2. Olá como vai?
    Vim aqui para avisar que te indiquei a um selinho lá no meu blog. Espero que goste :D
    http://blogsonhoselivros.blogspot.com.br
    Nossa, não conhecia sobre o despertar sexual, e os dois caminhos. Bem interessante esse seu post :D

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    1. Também achei bem interessante. Obrigada pela indicação, vou lá da uma olhada :)

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  3. Adorei a postagem, acho muito interessante ver o significado das lendas e historias que são contadas por séculos.
    A história da bela adormecida tbm é muito interessante *.*
    beijo

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  4. As versões "corretas" são as melhores. Não só Chapeuzinho Vermelho como A Pequena Sereia, A Branca de Neve, A Bela Adormecida e outros. A história que as pessoas realmente conhecem é... nada assustador e nem interessante. Pelo menos eu acho isso, haha.

    Beijos,
    Karol
    http://heykarol.blogspot.com.br

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    1. Eu até acho muito mágico as adaptações, mas com certeza as originais são incríveis. Obrigada pela visita *-*

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