13 fevereiro 2013

Canal The Song of the Letters

HEEEEEEEEEEEEEEEEEY povo!
Bom, hoje, em dia, venho trazer para vocês mais um post da coluna Canal TSL.
Hoje, quero centralizar mais as partes de series. Vamos conferir?


Sabemos que muitos fãs de séries também são leitores assumidos. E nada melhor do que juntar as duas coisas, certo? Assim como muitos filmes são adaptações, existem várias séries que foram inspiradas nas páginas de livros ou histórias em quadrinhos. Fizemos uma lista destas séries:



Bones 
A super talentosa antropologista forense Temperence Brennan (conhecida como Bones) da série tem o mesmo nome da personagem principal dos livros de Kathy Reichs, mas a semelhança para por aí, nenhum outro personagem da série está presente nos livros, não leia esperando que eles irão aparecer em algum momento (como fiz e fiquei frustrada). A boa notícia é que a pessoa por trás da série e dos livros é a mesma. A autora, que tem a mesma profissão da personagem, participa da produção de Bones, ajudando a construir casos tão interessantes quanto os apresentados nos seus livros. Sim, Bones é também uma série de livros, Kathy Reichs já lançou dezenove livros sobre a antropologista. Nem todos foram traduzidos para o português, mas alguns da série são encontrados nas livrarias online. Tirando o nome da personagem e sua profissão os livros não se parecem muito com a série. Os dois são bons e tratam de investigações criminais, daquelas que são difíceis para os legistas ajudarem muito, mas mesmo a personagem principal é diferente. Tempe dos livros não é fria e distante das vítimas, muito pelo contrário, ela se envolve em cada caso, tem um ex-marido com quem ainda se relaciona bem e se permite namorar e se divertir. Mas Tempe também se afunda no trabalho, nos mistérios que apresentam e são tão bem tratados nos livros. O livro é bem escrito, muito detalhista (sem ser pedante) e é cheio de reviravoltas, te fisga com a história, mas também não é daqueles que te deixa sem sono até o livro acabar. Para os fãs da série pode ser divertido ler algo inspirado na mesma pessoa que inspirou os livros, para fãs de mistério e investigação, esse é um bom livro.


Castle
Castle é a série policial de maior audiência da emissora ABC. Atualmente na quinta temporada, conquistou muitos fãs do gênero através de seus divertidos e elaborados casos policiais e da química entre os protagonistas – no trabalho e no romance. Dessa vez, foi o show que inspirou a literatura. Visando divulgar a série, a ABC lançou os livros fictícios de Richard Castle cuja protagonista é a detetive Nikki Heat (na série, baseada na Kate Beckett). Na sequência de lançamento estão: Heat Wave, Naked Heat, Heat Rises e Fronzen. Além disso, Deadly Storm, um dos livros fictícios de Castle que tem Derrick Storm (aquele que “o escritor matou” no começo da série) como personagem principal, foi lançado em forma de história em quadrinhos numa parceria da ABC com a Marvel. Ainda não tive o prazer de ler nenhum, mas sou super curiosa porque escuto muitos elogios de fãs da série que curtiram os livros. Quem não se lembra da cena épica na qual Castle flagra Kate lendo escondida? Eu ri litros. Pra quem quiser conferir, é possível encontrar os livros originais em livrarias do Brasil. Até onde eu sei, não há versão traduzida disponível para venda, embora seja possível curtir as histórias através de traduções feitas por fãs e disponibilizadas em alguns blogs especializados sobre Castle. Se você já leu, não deixe de compartilhar suas impressões nos comentários!


Dexter
Seis livros de Jeff Lindsay inspiraram a criação de uma das séries de maior sucesso atualmente. A história da vida de Dexter Morgan, analista forense especialista em padrões de dispersão de sangue e serial killer, é contada por Lindsay em Dexter – A Mão Esquerda de Deus (2004), Querido e Devotado Dexter (2005), Dexter no Escuro (2007), Dexter: Design de um assassino (2009), Dexter é Delicioso (2010) e Duplo Dexter (2011). Todos os livros já foram traduzidos para português. A caracterização da grande maioria dos personagens segue a linha dos livros, e toda a primeira temporada foi realmente baseada no primeiro livro. Já nas temporadas seguintes, os roteiristas decidiram por tomar rumos não tão semelhantes na série. Alguns personagens que nos livros morriam logo no início permaneceram vivos por várias temporadas da série – e vice-versa. Se essa adaptação que começou tão semelhante e foi migrando a ponto de parecerem histórias diferentes foi uma escolha inteligente? Não dá pra afirmar. Apesar da última temporada ter agradado ao público, as temporadas anteriores não tiveram uma qualidade que se equiparasse as duas primeiras. Vale a pena ler os livros,  justamente pelas diferenças que foram se acentuando ao longo das temporadas.


Game of Thrones 
Adaptar para a TV uma série do calibre de As Crônicas de Gelo e Fogo não é uma tarefa fácil, isso fica óbvio até mesmo para o mais leigo que tenha lido algum livro e assistido a série da HBO. O universo brilhantemente criado por George R R Martin é cheio de particularidades, camadas e complexo, basta olhar o tamanho dos livros (há meses estou no Volume 5 - A Dança dos Dragões e a impressão é que ele fica maior a cada vez que eu o pego). Ainda assim, o canal aceitou o desafio e, salvo algumas pequenas ressalvas, o fez com louvor. A produção é impecável. Consegue reconstruir a dita época e os devastados Sete Reinos com maestria, passando por todos os pontos básicos: Cenário, figurino, maquiagem. O texto segue a mesma premissa narrativa, sendo bem fiel durante a primeira temporada (que adapta o 1º livro, A Guerra dos Tronos), mas alterando algumas coisas durante a segunda (referente ao 2º livro, A Fúria dos Reis). Contudo, são detalhes estritamente estruturais e que se mostram necessários ao se analisar que tv e literatura são linguagens diferentes, com públicos diferentes e peculiaridades próprias. No final das contas, se você é fã da série, mas ainda não conhece os livros: Leia. Mas mesmo que você não seja fã da série: Leia do mesmo jeito. Não vai se arrepender de embarcar no delicioso e tantas vezes surpreendente jogo dos tronos.


Jekyll
Sherlock não é a primeira série que Steven Moffat escreveu que traz histórias de livros para os dias de hoje. Antes da popular adaptação do detetive britânico, Moffat adaptou a famosa história de ficção científica O médico e o monstro, do escocês Robert Louis Stevenson. O livro é muito conhecido e extremamente popular e conta a história de Henry Jekyll e Edward Hyde, duas personalidades completamente opostas em um único corpo. A minissérie não é exatamente a história do livro, mas trata o personagem principal, Tom Jackman, como um descendente de Jekyll, sugerindo que a história literária é mais do que mera ficção. A produção recebeu muitas críticas positivas, principalmente em relação à excepcional atuação de James Nesbitt como protagonista. Assim como a maioria das produções que vem com o nome de Moffat, a narrativa é muito bem feita, conseguindo manter o suspense e mistério durante todos os episódios. O livro é um clássico da ficção e deve, sem dúvida ser lido. A minissérie é boa, quem gosta do gênero deve conferir.


Longmire 
Longmire é uma série não tão conhecida pelos apaixonados por séries. Pra ter uma ideia, ela se assemelha bastante com Justified. A série conta a história de Walt Longmire, xerife de uma cidade do interior que busca resolver os mais diversos crimes que ocorrem em locais sob sua jurisdição. Com clima de faroeste, personagens casca dura e uma fotografia competente, Longmire é uma opção bastante interessante para quem curte séries desse estilo. É provavelmente a melhor série do canal A&E, ainda bastante tímido na produção de ficção.  A série é adaptada de uma outra série, mas de livros, escritos pelo autor americano Craig Johnson. A coleção já contabiliza nove livros publicados que narram a trajetória do xerife Longmire, tendo inclusive já  recebido vários prêmios.


Lost in Austen
Esta minissérie britânica de apenas quatro episódios conta a história mais famosa de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, de uma forma um pouco diferente do que estamos acostumados. Ao invés de contar a vida de Lizzie Bennet até finalmente se resolver com o Mr. Darcy, a protagonista é Amanda Price, uma super fã do livro que em um dia qualquer em 2008 encontra a própria Lizzie em seu banheiro. A partir disso, ela descobre que ali há uma passagem secreta para o mundo dentro do livro e elas trocam de lugar. Lizzie deixa a família avisada que uma amiga iria visitá-los por alguns dias enquanto ela iria para a casa dos pais de Amanda, que tenta fazer com que o romance de Austen corra do jeito que ela conhece e ama, mas como acontece em várias histórias de viagem no tempo, a simples presença de uma pessoa estranha ao local já é o suficiente para alterar o destino de todos. Lost in Austen funciona muito bem como um conto de fadas perfeito para os fãs de Orgulho e Preconceito. Afinal, quem não gostaria de ser transportado para o mundo fictício de seu livro preferido?


Pride and Prejudice 
Uma série pouca conhecida, embora adaptada de um dos grandes livros da literatura mundial, é Orgulho e Preconceito. A minissérie britânica tem apenas 6 episódios e conta, com fidelidade ao livro de Jane Austen, a história dos Bennet, uma família aristocrata do início do século XIX, na Inglaterra. Orgulho e Preconceito se passa em uma época em que o melhor destino que podia esperar uma mulher era fazer um bom casamento, e com a protagonista Elizabeth não será diferente. Mas pelo menos ela encontrou o Sr. Darcy pelo caminho, interpretado por Colin Firth, em seu primeiro grande papel de destaque. Embora tenha o “clima” de um romance antigo, Orgulho e Preconceito (a série e o livro) é leve, cheia de charme e vida como a sua protagonista, uma moça bastante sarcástica dentre suas colegas de XIX.


Sense and Sensibility
Não é segredo para ninguém que a BBC adora Miss Jane Austen. Razão e Sensibilidade é uma das obras mais famosas da escritora britânicas, junto com Orgulho e Preconceito. O livro já foi adaptado inúmeras vezes para TV e cinema, sendo a mais recente a minissérie de 3 episódios de 2008. A minissérie é muito boa, como já é padrão para as adaptações de época do canal britânico. Com paisagens maravilhosas e excelentes atores, a minissérie consegue retratar com muita elegância a história do livro. Quem gosta de dramas de época, definitivamente deve assistir a minissérie e ler o livro.


Sex and the City 
Como uma grande fã da série, quando soube que ela era baseada em crônicas de Candace Bushnell, corri para encontrar o livro, cheia de expectativas de ver mais histórias de Carrie e amigas. Infelizmente, fiquei decepcionada por uma parte dele ser essencialmente diferente da série que eu tanto gostava. O básico está lá: temos Carrie sendo consumista, Mr. Big sendo o Mr. Big (mas sem grande parte do charme), Nova York e muito da narração e indagações da personagem principal. Mas muito da graça de Sex and the City vinha da amizade e presença frequente de Samantha, Charlotte e Miranda, que não existem da forma como conhecemos e amamos, mas como rivais e praticamente sem importância na vida de Carrie. Todo o empoderamento feminino, com um foco especial na amizade entre elas, simplesmente não existe no livro, sendo substituído pela expressão falsa que diz que é impossível as mulheres serem amigas. Portanto, se você gosta da série, não perca o seu tempo com o livro, pois vai se decepcionar.


Sherlock 
Adaptações das famosas aventuras de Sherlock Holmes é o que não falta no mundo do entretenimento. As histórias de Sir Arthur Conan Doyle são conhecidas em todo o mundo e você não encontrará alguém que nunca ouviu falar delas. A lista de adaptações é enorme e inclui o recente blockbuster com Robert Downey Jr. e Jude Law e a série estreante Elementary, que faz uma releitura moderna do detetive. Mas entre estas adaptações mais novas, a que merece maior destaque é Sherlock, da BBC. A série se passa nos dias de hoje e cada episódio é baseado em um caso dos livros. A premissa é semelhante à de Elementary, fato que causou muito tumulto, já que os fãs da série da BBC acusaram a versão americana de ser uma cópia mal feita. Apesar de pessoalmente achar que Sherlock é infinitamente melhor que Elementary, não é justo dizer que é uma cópia, porque a ideia de Steven Moffat e Mark Gatiss já não era exatamente original. O diferencial realmente é a qualidade da adaptação e da narrativa. Para simplificar as coisas, podemos dizer que Sherlock é genial. O formato da série, com 3 minifilmes por temporada, facilita o trabalho dos roteiristas, dando mais espaço para construir a narrativa. Os atores são todos excelentes e a produção da série é impecável. O roteiro é semelhante aos livros, alterando detalhes para deixar a série mais adequada aos dias de hoje. Seu único defeito é o seu eterno hiatus. Recomendo muito a série e nem preciso dizer que os livros valem muito a pena. Se você ainda não leu nenhum, saiba que as obras do autor são facilmente encontradas pela internet, mas se você gosta do livro físico, é fácil encontrá-los bem baratinhos em sebos.


The Vampire Diaries 
Quem gosta de livros já está acostumado àquele bom e velho clichê referente a adaptações: “O livro é melhor”. Raramente vemos um salto das páginas para as telas que seja capaz de satisfazer completamente as expectativas dos fãs da história original. The Vampire Diaries é uma das poucas exceções à essa regra, com a série de TV superando o livro em muitos aspectos. Um ponto que ajudou na aceitação da série foi o fato de que os livros na qual ela se baseia, os quatro volumes de Diários do Vampiro, não eram muito famosos antes da estreia do programa de televisão. Publicados em 1991 (ou seja, não são uma cópia de Crepúsculo, como muitos acusaram inicialmente), os livros de L.J.Smith podem possuir personagens com o mesmo nome, mas a sensação que temos ao ver a série de TV é que Kevin Williamson e Julie Plec se basearam levemente no que estava escrito para elaborar sua trama. O esqueleto principal está lá: dois irmãos que alimentam uma rivalidade se envolvem com uma adolescente de uma pequena cidade (que na série se chama Mystic Falls e nos livros se chama Fell’s Church). De resto, são tantos os aspectos que diferem entre livro e série que fica fica difícil de listar todos: a personalidade de Elena (e a cor do cabelo), a história de como os irmãos se tornaram vampiros, a vida familiar de Elena (agradeçam aos produtores da série pela existência de Jeremy, já que nos livros Elena tem somente uma irmã pequena) são somente alguns exemplos. Na opinião de muitos, os produtores foram capazes de pegar um material de mediano para bom e transformar em uma excelente série.


The Walking Dead 
A mais famosa série de zumbis da atualidade tem inspiração numa série de histórias em quadrinhos escrita por Robert Kirkman bastante conhecida, principalmente após a AMC anunciar a produção da série. A adaptação da HQ para a televisão gera muitas polêmicas entre os fãs. Primeiro pelo fato da produção televisiva já não ser, principalmente na temporada passada, um grande triunfo em questões de roteiro, e segundo porque os roteiristas responsáveis por adaptar a trama não seguem à risca o que acontece na HQ. Muitos fãs alegam que isso pode ser o grande fator que faça da HQ ser considerada melhor que a série. Entretanto, em sua terceira temporada, parece que The Walking Dead finalmente se encontrou e vem apresentando ótimos episódios, mesmo com algumas significativas diferenças em relação ao texto que a originou.


True Blood 
O caso de True Blood não é tão diferente de The Vampire Diaries. Baseada em um série de livros de vampiros (e outras inúmeras criaturas) escrita por Charlaine Harris, a produção da HBO aproveitou a febre vampiresca que acometeu o mundo há algum tempo e deu a sua contribuição. No entanto, uma grande diferença entre ela e a série teen da CW é que, no caso de True Blood, não há um consenso de qual seria a melhor versão da história. Alguns preferem os livros, outros já acham que a liberdade criativa que Alan Ball trouxe beneficiou muito os personagens de Charlaine Harris. Liberdades como a criação de Jessica, a “filha” adolescente de Bill que não existe nos livros, ou a permanência de Lafayette, que é um personagem bem menor nos livros (só tendo sobrevivido até o segundo), estão entre as vantagens da série. Já outras, como as mudanças drásticas nos personagens de Bill e Tara, não foram tão bem recebidas entre os fãs. Assim, o melhor é a se fazer é ler As Crônicas de Sookie Stackhouse (até agora já foram lançados 11 volumes) e tirar as próprias conclusões. Por incrível que pareça, ficar fazendo as comparações entre livro e série só aumenta a diversão no caso de True Blood e As Crônicas de Sookie Stackhouse, já que ambas as obras tem seu valor individualmente.

Algumas dessas muitas series é sua preferida? Faltou mais alguma ? Deu interesse de assistir alguma ? Ou ler? Comentem. Sua opinião e forma de pensar é importante para nós.


Obrigado pelas visualizações, e espero vocês na próxima quarta. 
xx RafaeL Schmidt
P.S.: texto extraído do apaixonado-por-series

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